CURSO DE INGLÊS ...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

VIDAS EM RISCO, SANEAMENTO BÁSICO !!!



Hoje em meu trabalho me encontrei envolvido em uma tempestade de verão, muita água e vento forte, combinação esta que rapidamente alagou as nossas ruas. Situações que levam o sofrimento as pessoas que menos têm, com moradia e urbanização precárias.  
Não devemos nos surpreender com a volta das epidemias, na medida em que estas são um claro reflexo do quadro precário das condições de vida e de saúde. Não é preciso falar dos problemas do sistema de saúde pública, do precário atendimento e das dificuldades de acesso aos serviços de saúde, pela população de baixa renda.
O impacto das enchentes e da falta de saneamento básico, um problema que parece não ter fim nas nossas cidades, se mede pelo aumento dos casos de sarampo e leptospirose.
Os riscos socioambientais se acentuam em virtude da urbanização predatória e seus reflexos: aumentos das enchentes, problemas cada vez mais complexos na gestão dos resíduos sólidos e a interferência crescente do seu despejo inadequado em nosso meio ambiente, e impactos cada vez maiores da poluição do ar na saúde da população.
O que deve ser ressaltado é que a dinâmica de urbanização existente, marcada pela segregação social, exclui a população de baixa renda do acesso aos serviços urbanos básicos. No caso de nossas grandes cidades, cujos favelados representam hoje 20% da população, a precarização das condições de vida se mede pela falta de condições de saneamento, pela localização das moradias em áreas irregulares e impróprias, como encostas, várzeas, córregos e nascentes contaminadas.
O reflexo disso é a multiplicação dos dramas cotidianos que são mostrados pelos meios de comunicação. A população mais afetada pelas epidemias é a mesma que não tem acesso garantido à água potável, à rede de esgotos, e à coleta de resíduos sólidos. E é a mesma população que frequentemente mora próxima ao lixões, e em locais sujeitos a enchentes. Os problemas de saúde dos moradores dos bairros de periferia e das favelas têm a ver com a presença de insetos e roedores no seu entorno, com a falta de serviços de infra-estrutura de saneamento básico, o que faz com que o lixo se acumule nas ruas e os esgotos corram em canaletas a céu aberto.
Os mais pobres dentre os pobres são as grandes vítimas desse quadro que se mostra cada vez mais preocupante. E nesse sentido também deve ser ressaltado o impacto decorrente da lentidão do poder público na resolução do problema das enchentes que atualmente desorganizam a vida de milhares de pessoas, colocando-as em risco por causa da invasão das águas.
É preciso que além da resposta pública também haja uma resposta da cidadania, engajando-se e exigindo espaços de co-responsabilidade e de participação que reconheçam os direitos dos cidadãos, assim como reforcem laços de solidariedade num contexto de crescente pressão social.
Fiquem com Deus e tenham uma ótima semana, um grande abraço, Alex.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A IMPUNIDADE DO INFRATOR !!!



Pesquisa realizada em seis capitais pode contribuir para a compreensão do massacre diário provocado por acidentes de trânsito com o envolvimento de motoristas alcoolizados. Uma surpresa do estudo abala a convicção de que a combinação bebida e direção está geralmente associada aos jovens. Pessoas na faixa etária de 40 a 59 anos respondem por 65% dos desastres. A conclusão mais alarmante é a que comprova, com números, a incontestável relação entre tragédias no trânsito e consumo de bebidas alcoólicas. De todos os acidentes pesquisados, em 27% os condutores apresentavam presença de álcool no sangue acima do limite previsto em lei.


O que importa, nas conclusões finais, é o detalhamento do que foi apurado. É assustador saber, por exemplo, que pelo menos um quarto das pessoas que provocam acidentes estava alcoolizado. Em primeiro lugar, é de se perguntar como, três anos depois da implantação da chamada Lei Seca, motoristas alcoolizados continuem causando tantas tragédias.

Outra evidência apresentada pela pesquisa, em relação ao alto índice de envolvimento de pessoas com mais de 40 anos, demonstra que a irresponsabilidade ao volante não é uma exclusividade de jovens. Motoristas que deveriam ser vistos como referência de cuidado no trânsito são denunciados pelo estudo como os mais relapsos.Mostra-se, nesse caso, a cultura do desrespeito, do desprezo pela vida alheia e, enfim, da falta de civilidade nas ruas e estradas.


As autoridades cumprem o seu papel ao impor mais rigor contra a irresponsabilidade ao volante, mas esbarram na frouxidão da legislação e até mesmo em outras normas legais. A repressão começa a falhar quando os motoristas, mesmo sob visíveis sinais de embriaguez, se negam a se submeter ao teste do bafômetro, protegidos por direito assegurado na Constituição – o de que ninguém pode ser obrigado a produzir prova contra si. A lei continua falhando quando o infrator chega a ser preso mas é libertado logo depois mediante pagamento de uma fiança de baixo valor. Constata-se que somente fica detido, e mesmo assim por poucos dias, quem não tem dinheiro para conquistar a liberdade, ou quem cometeu danos gravíssimos, como a morte de alguém no trânsito. Enquanto isso, muita gente continua morrendo ou matando nessas situações.

Não há outro caminho que não seja o de tornar a lei efetiva, não só por seu rigorismo, mas também pelo aumento da capacidade de fiscalização das autoridades. É assim nos países desenvolvidos. A Lei Seca precisa resgatar sua essência, para que ninguém dirija depois de beber e os infratores sejam de fato punidos, em nome da preservação dos direitos e da vida da maioria.

Fiquem com Deus, tenham uma ótima semana e um grande abraço, Alex.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PORQUE TE IRRITAS ???




A irritação, segundo o dicionário, é a ação que excita os nervos, os órgãos.

Alguns estudos dizem que quem fica irritado não é você e sim seus sentidos. Os sentidos existem como veículos de captação de informações. E você está recebendo dezenas de informações de todas as partes a cada instante.

Nossos sentidos são influenciados por crenças, regras, julgamentos e interpretações, sem contar as experiências que vamos adquirindo durante o dia, que funcionam como uma constante reprogramação do que é certo e errado.

E isso é um mecanismo de defesa do ego, que é alterado de acordo com as circunstâncias e o ambiente em que você está inserido. A irritação é um desconforto que altera nosso humor e nos muda até mesmo fisicamente.

Mas, precisamos admitir que alguém só consegue nos irritar se estivermos “irritáveis”. É isso mesmo: ficar irritado depende da gente e não dos outros. Por isso, vale a pena entender o que te irrita e como você reage a isso. Será que o local em que vive está te incomodando? O trânsito está pesado?

Procure ver o que causa sua irritação e coloque sua paciência em prática, procurando sempre o seu ponto de equilíbrio. Esse será um bom começo, assim as situações e a reação de outras pessoas não te tiraram do sério. Lembre-se de que a decisão de ficar irritado é sua, assim como ser amigável e colaborador também é uma decisão que cada um tem que tomar.

Tenham uma ótima semana, fiquem com Deus e um grande abraço, Alex .

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

MOTOS, HABILITE-SE ! É A SUA VIDA !!!


Lendo o jornal está semana me deparei com uma impactante notícia revelando que de acordo com o estudo Mapa da Violência 2011, realizado pelo Instituto Sangari, o número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito aumentou 754%. Em 1998 foram 1.047 mortes de motociclistas no país. Dez anos depois, o número subiu para 8.939 mortes.

Subir na moto, dar a partida no motor, colocar o capacete, ajustar a jugular e baixar a viseira, iniciar a prova. Começar o labirinto sinalizando à esquerda e à direita, entrar no oito e fazer a segunda marcha e, ao final do mesmo, reduzi-la novamente. Fazer a segunda parada e após arrancar e fazer o slalom(cones) e depois subir na prancha fazendo novamente a segunda marcha e ao final e ao final reduzir a marcha novamente. Parar no "Pare" e repetir tudo por mais duas vezes. E, no final do exame, dirigir-se até o examinador para receber a aprovação.

Isso mesmo, a aprovação; porque o candidato à CNH categoria A enfrenta uma rotina de repetição exaustiva da primeira à vigésima aula, ficando assim fácil a aprovação. O candidato é obrigado a fazer 20 horas-aula ali mesmo, sendo que a primeira e a última aulas são exatamente iguais. São 20 horas-aula de 50 minutos cada. Ou seja, são mil minutos do mesmo trajeto, onde não acontece absolutamente nada de diferente, nenhuma adversidade.

Ao contrário da pista, que é delimitada por faixas amarelas, na rua o candidato está propenso a várias condições adversas, como do pavimento, que pode ser de paralelepípedos, asfalto e estradas de chão. Fazendo aula sob uma confortável pista coberta, o futuro condutor de motocicleta ou veículo de três rodas não  é testado para condições adversas do tempo, que exigem muito do condutor na pilotagem. Depois de 20 aulas , ele pode, sim,ser aprovado, mas ainda não pilotou com forte calor, ou sob chuva, nem com vento extremo. Então, só resta a ele aprender lá fora por sua conta e risco, podendo provocar acidentes pela falta de treinamento nessas condições.

Ao contrário do candidato à categoria B, o candidato à categoria A não recebe o treinamento no trânsito em meio aos outros veículos na rua, para ir adaptando-se a um universo que é extremamente diferente de uma pista, onde cada motociclista espera sua vez de inciar o circuito. Isso se complica ainda mais para aqueles candidatos que têm mais dificuldade para pilotar, mas conseguem a aprovação. Pois depois de 20, 40, 60 aulas, o candidato acaba se familiarizando com a repetição daquele circuito, conseguindo a aprovação. Afinal, nesse percurso é tudo sempre igual, condições adversas não acontecem, a velocidade é sempre a mesma em todas as aulas.

Muitos motociclistas perdem a vida todos os anos, por inúmeras causas. Excesso de velocidade, desrespeito à sinalização, e pela combinação de álcool e direção. A falta de preparo dos novos pilotos não pode estar vinculada ao número de mortes??? Isso em decorrência de um sistema falho, ultrapassado e precário. Precisamos fazer alguma coisa ou mais vidas serão perdidas bruscamente !!!

Fiquem com Deus, tenham uma ótima semana e um grande abraço, Alex.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

QUANDO DEVO PARAR DE DIRIGIR ???


Se o seu pai idoso ou outro membro da família é como a maioria das pessoas, a decisão de parar de dirigir é provável que seja dolorosa. Ela levanta uma série de problemas práticos (Como é que eu vou ir ao médico? E sobre minhas saídas semanais para jantar e um filme?).Também representa uma outra perda em um momento da vida já fustigada por grandes perdas -. De independência, de saúde, amigos e entes queridos ao longo da vida. Por razões práticas e emocionais, então, desistir de dirigir é uma transição que todos os envolvidos querem adiar o maior tempo possível. Não é de admirar que os filhos adultos e muitos cônjuges dizem que tirar as chaves do carro está entre as coisas mais difíceis de fazer.


Ainda assim, se você tiver preocupações sobre a capacidade de condução de um membro da família, é vital não ignorá-las. Muitos idosos são capazes de conduzir com segurança bem em seus 80 anos e até início dos 90 anos, mas também é comum para os idosos terem problemas de visão e audição, diminuição dos reflexos, e doenças que podem comprometer sua capacidade de dirigir com segurança.

É muito importante não provocar um membro da família a parar de dirigir até que você esteja convencido de que ele é realmente perigoso ao volante. Os especialistas concordam que a idade por si só não é parâmetro para pobres habilidades de condução. Motoristas mais velhos realmente causam menos acidentes e atropelamentos do que motoristas de qualquer outro grupo etário, e também os idosos são bem mais cautelosos com a segurança ao volante: Eles estão mais propensos do que os outros motoristas a usar cinto de segurança, e menos probabilidade de beber e dirigir. 


Como você pode dizer quando chegou a hora de alguém parar de dirigir? Deixo a seguir algumas diretrizes que irão ajudá-lo a evitar ser alarmista, e ao mesmo tempo, perceber quando é chegada a hora que a condução não é mais uma atividade segura para o seu ente querido.

Condições de Saúde - Deficiências físicas e mentais que acompanham o envelhecimento, da doença de Parkinson até a demência.

Comprometimento Visual - Visão é obviamente um componente chave da capacidade de condução. Na verdade, 90% da informação necessária para dirigir com segurança se relaciona com a capacidade de ver claramente. De fazer a leitura clara do velocímetro, para detectar pedestres ao largo da estrada, boa condução requer uma boa visão. Deterioração da visão é um efeito inevitável do envelhecimento, em pessoas com 75 anos e mais velhos, as taxas de deficiência visual aumentam significativamente. À medida que o olho envelhece, muito menos luz atinge a retina, olhos mais velhos são mais suscetíveis à catarata, glaucoma e outros problemas que prejudicam a visão. 

Deficiência Auditiva - Um terço das pessoas acima de 65 anos têm problemas de audição. Perda de audição pode acontecer de forma gradual, sem perceber, e minar a sua capacidade de ouvir buzinas, pneus cantando, sirenes e outros sons que normalmente colocariam alguém em estado de alerta. 

Medicamentos - Muitas drogas podem comprometer a capacidade de condução por causar sonolência, visão turva, tremores, ou outros efeitos colaterais. Certos medicamentos tomados em combinação também podem interagir e causar sérios problemas. Se um membro da sua família toma um monte de comprimidos diariamente, seria prudente educar-se sobre as drogas e possíveis efeitos colaterais. Mesmo remédios fitoterápicos e os que não necessitam receita podem também afetar a capacidade de condução. 

Bebidas Alcoólicas - Beber e dirigir é sempre uma combinação perigosa;adicione velhice à mistura e você tem um desastre esperando para acontecer. Em pessoas com mais idade, o álcool permanece mais tempo no organismo e diminui a tolerância. Além disso, pessoas idosas são susceptíveis a estarem medicadas,o que pode agravar os efeitos do álcool. Se beber, não dirija ... Se você suspeita que seu familiar é de beber e dirigir, não espere tome uma decisão.


Descubra se ele tem recebido muitas multas de trânsito. Preste atenção se ele está relutante em conduzir à noite, parece tenso ou exausto depois de dirigir, ou queixa-se de se perder.Discretamente check com os seus amigos e vizinhos e pergunte se eles notaram algum problema de dirigir.

Quando você acompanhar o seu familiar em um compromisso ou passeio, encorajá-o a assumir o volante e olhe para esses sinais de problemas de condução:

Será que ele colocou o cinto de segurança?
Será que ele sente-se confortavelmente ao volante, ou ele debruçasse para frente ou mostra sinais de desconforto?
Ele parece tenso e preocupado, ou distrai facilmente?
Ele é atento a semáforos, sinais de trânsito, pedestres e as reações dos outros motoristas?
Será que ele muitas vezes fica muito perto dos outros carros ou deriva em direção à pista contrária ou em outras faixas?
Ele reage lentamente ou confuso em situações inesperadas?
Se você dirigiu com ele algumas vezes e notou problemas, é hora de 
iniciar uma discussão, fale sobre as suas preocupações e que seria hora de parar de dirigir.

Fiquem com Deus, uma ótima semana e um grande abraço, Alex .

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

HÁBITOS GOSTOSOS OU CONFORTÁVEIS !!!


Perder peso! Essa é uma batalha que faz parte da vida de muitas pessoas. De modo geral, a receita para vencer essa batalha é simples: dieta moderada e exercícios físicos. Porém, ser simples não é o mesmo que ser fácil. Não é fácil seguir uma dieta moderada e fazer exercícios, pois isso exige de nós uma mudança de hábitos. Hábitos muitas vezes gostosos, como comer ambrosia depois do almoço; e muitas vezes confortáveis, como se jogar no sofá após chegar do trabalho.

E o que isso tem a ver com o congestionamento? Parte da solução para congestionamento também passa pela mudança de hábitos das pessoas que circulam na cidade. Hábitos gostosos e confortáveis, como fazer deslocamentos em um modo de transporte “porta a porta” e a privacidade, entre outros confortos proporcionados pelo carro.

Assim como nos parece mais fácil perder peso tomando uma medicação ao invés de mudar hábitos de alimentação e manter atividade física, também é mais fácil pensar em solucionar os congestionamentos usando apenas obras de engenharia e gestão da capacidade viária. Porém, assim como a medicacão, as obras de engenharia e a gestão da capacidade viária, sozinhas, não resolvem o problema dos congestionamentos. 

É imprescindível que haja também a mudança de hábitos. Essa mudança de hábitos não significa, necessariamente, uma mudança total de estilo de vida. É possível adotar novas maneiras de transitar pela cidade em apenas alguns dias da semana ou em apenas alguns deslocamentos do nosso dia a dia. 

Realmente, deixar de usar o carro pode ser algo inviável para muitos de nós. Porém, novos hábitos como: usar o transporte coletivo uma ou duas vezes por semana, levar o filho à escola a pé às quartas-feiras, ir de bicicleta para o trabalho toda segunda, ir ao mercado do bairro a pé, podem ser, não apenas viáveis, como hábitos muito bem-vindos a nossa rotina. 

A ideia é questionar se precisamos mesmo usar o carro todos os dias e em todos os deslocamentos que realizamos. No início, essa mudança de hábito pode parecer difícil, mas não é tão complicada assim. Pensado bem, caminhar, pedalar, andar até a parada de ônibus e lotação podem ser uma boa atividade física, e, assim, dá até para comer uma ambrosia, desde que não seja todos os dias. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MEU TEMPO DE CRIANÇA E HOJE !!!


Neste dia das crianças resolvi relembrar um pouco de minha infância, por volta do comecinho dos anos 60 a televisão era um luxo. Muitos dos que tinham um aparelho ainda preto e branco tornavam-se o foco da vizinhança. Era esquisito invadir a intimidade de uma outra família, mas tinha lá seu charme, rude mais tinha...Tudo era novidade, uma festa ver TV em uma sala cheia de vizinhos bicões era quase tão divertido quanto ir ao cinema - ou assim me parecia naquela idade.

Diante da TV, quem ditava as regras era o dono da casa, que poderia ou não aprovar comentários simultâneos  , a movimentação no ambiente, as trocas de canal nos intervalos. Talvez por isso a maioria das pessoas não tenha o costume de ver televisão em grupo ( a não ser em datas especiais, como a Copa ).A chance de seus hábitos televisivos não baterem com os de seus amigos é grande; a TV é um hobby da intimidade por excelência. Ou era.

As redes sociais estão mudando para sempre a experiência de acompanhar um programa. Você está lá, vendo a entrega do Oscar, e não precisa mais esperar até o dia seguinte para comentar que o apresentador é um chato ou que o vestido desta ou daquela atriz está espalhafatoso. O horizonte do espectador se expandiu para além da sala de estar; hoje só assiste TV sozinho quem quer ou quem não tem interesse por Twitter ou Facebook. Seja a novela das oito ou um filme qualquer, todo mundo pode comentar com os amigos, e com o mundo o que está vendo, transformando até aquele programa ruim ou bizarro em uma atração que ultrapassa o seu conteúdo em si. A noticia do Jornal Nacional já não disputa a atenção apenas com outros programas ou com a internet, mas com a gravata do William Bonner e o penteado da Fátima Bernardes, que podem gerar mais comentários do que a crise na Europa ou o retorno da inflação.

A conversa fiada ou fofoca em tempo real é talvez a maior revolução na maneira de ver TV desde que inventaram o controle remoto.Muito mais do que a tela plana, a alta definição ou o serviço de videos sob demanda que está chegando agora no Brasil e permite assistir a filmes e programas ilimitados.

A tecnologia oferece muitas possibilidades, mas o que realmente impacta a experiência de consumir conteúdos é a maneira como nos relacionamos com ela. E esta foi uma das muitas lições que Steve Jobs deixou para esta e futuras gerações.

Fiquem com Deus, e que Nossa Senhora Aparecida nos abençoe hoje e sempre. Uma ótima semana e um grande abraço, Alex.

 
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